Deixe-me
Não me faça ansiar a morte, faço isso todas as vezes que penso que posso ser peso para ti.
Anseio a morte toda vez que penso que por amor tu deixarias de viver
Não, não me faça ansiar a morte meu amor;
Faça-me saber que estás livre pra viver aquilo que eu já não consigo viver contigo.
Vá ver o pôr do sol, vá correr nas colinas da Europa, se perca nas lindas vielas de Portugal, delicie-se com os travesseiros de Sintra e com os pasteis de Belém.
Viva todas as outras maravilhas do mundo, meu eterno amor.
Mas, não,
Não me faça ansiar a morte, deixe-me antes para que eu tome consciência de que eu atrapalho essas apreciações.
Por favor saia e feche a porta, eu não irei acompanhar a ti. Deixe-me aqui, deixe-me na ilusão de que um dia fui amada.
Deixe-me pensar que ainda consigo viver sem atrapalhar ninguém, deixe meu corpo morrer sem ansiar a morte.
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Dan Dronacharya