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Há muitos bons soldados e poucos Santos

Olá amores,
Deixo-vos com o maravilhoso Huxley, mais uma vez. …

“O santo é aquele que sabe que cada momento de nossa vida humana é um momento de
crise; pois a cada momento somos chamados a tomar uma importante decisão — saber escolher entre o caminho que leva a morte e a treva espiritual ou o caminho que leva a luz e a vida. Entre nossa vontade pessoal, ou a vontade de alguma projeção de nossa personalidade, há a vontade de Deus.
Para preparar-se a resolver as dificuldades de seu modo de vida, o santo empreende uma
educação apropriada de sua mente e corpo, assim como o faz o soldado. Mas enquanto que os
objetivos da instrução militar são limitados e muito simples, ou seja, fazer aos homens valentes, serenos e cooperativamente eficientes na arte de matar a outros homens, com os quais pessoalmente, não têm questão alguma, os objetivos da educação espiritual estão muito menos
estreitamente especializados. Aqui o fim é principalmente levar os seres humanos a um estado no qual, por já não haver nenhum dos obstáculos que eclipsam a Deus entre eles e a Realidade,
podem advertir continuamente a divina Base de seu ser e de todos outros seres; secundariamente, como meio para este fim. Tratar todas as circunstâncias, até as mais
corriqueiras da vida cotidiana, sem malícia, cobiça, desejo de impor-se ou ignorância voluntária: antes bem, consequentemente, com amor e compreensão. Como que seus objetivos não são limitados; como que, para o que ama a Deus, cada momento é um momento de crise, a educação espiritual é incomparavelmente mais difícil e penetrante que a instrução militar.
Há muitos bons soldados; poucos Santos.”
Trecho do livro; “Filosofia Perene”- Aldous Huxley
Gratidão,
Dan Dronacharya.