A literatura como refúgio em tempos de crise

Uma conversa com Dan Dronacharya

Há momentos em que o mundo parece barulhento demais, incerto e demasiado difícil. Acho que é justamente nesses momentos que procuramos histórias. Não necessariamente para fugir da realidade, mas para encontrá-la de outra maneira branda e compreensível à nossa mente.

No dia 11 de agosto de 2026, estive no Podcast Escritores em Cena, ao lado de Fernanda Sabbag, numa conversa sobre “A literatura como refúgio em tempos de crise”.

Falamos sobre livros, escrita, consciência, dores, transformação e sobre esse lugar tão particular que a literatura pode ocupar quando precisamos de acolhimento.

Para mim, a literatura é usada para despertar a sanidade e não o contrário. Portanto, a literatura não é apenas um refúgio.

É um encontro consigo mesma.

Literatura: refúgio ou encontro?

“A literatura não é só um refúgio. É um encontro consigo mesma.”

Para mim, a literatura não representa necessariamente uma fuga da realidade. Ao contrário. Muitas vezes, ela é uma forma de enfrentá-la.

Escrever é também uma maneira de organizar aquilo que sentimos, compreender as nossas dores e dar liberdade às palavras. Talvez por isso tantas pessoas procurem histórias justamente quando atravessam períodos de medo, insegurança ou transformação.

A literatura pode nos fazer companhia. Podemos conversar com pessoas que nunca conhecemos, atravessar épocas que nunca vivemos e encontrar, nas palavras de alguém, aquilo que ainda não conseguimos dizer.

Talvez seja por isso que considero a literatura mais do que um refúgio.

É um encontro consigo mesma.

Entre Mundos e Almas

Algumas dessas questões também atravessam as histórias de Entre Mundos e Almas, onde a consciência, as relações humanas e as nossas próprias travessias encontram diferentes formas de expressão.

Escritora brasileira radicada em Portugal, autora de Entre Mundos e Almas, investigadora da consciência humana, professora de Yoga, facilitadora de autotransformação e criadora do Método CEP.